domingo, 19 de julho de 2009

Desvendando um pouquinho de Paris












Como amigos já tinham me indicado e também o Conexão Paris e o Viaje na Viagem, optei por comprar antecipadamente, pela internet os ingressos para o Musee du Louvre. Compramos pelo TicketNet francês, o “Collections Permanentes”, válido para durante o dia das 9hs a 17:30hs, por 10,10 euros cada.
Na hora da compra você recebe a confirmação, imprime o voucher e ai é só retirar o ingresso na megastore da Virgin que fica dentro do Museu.
Chegamos cedo, descemos na estação Palais Royal/Musée du Louvre, na Rua Rivoli, que é cheia de lojinhas de souvenirs e entramos no museu pelo Caroussel du Louvre, não tem como errar. Mais uma dica como patrocínio Conexão Paris.
Não tivemos nenhuma dificuldade, e apesar de cheio, o museu não tinha aquelas filas intermináveis. Até no controle anti terrorismo, que é apenas uma máquina detectora de metais de bolsas (como de muitos aeroportos brasileiros), não enfrentamos fila.
Como não compramos uma visita guiada, alugamos um audioguia.
Detalhe, para a locação você deve deixar um documento, no caso passaporte. Para cada guia, um documento – vimos uma família alemã pegando um guia a menos porque a filha não estava com o seu passaporte.
O audioguia é bem legal, e apesar de não dispor de guia em portugues (pegamos em espanhol) traz várias opções de utilização. A mais simples é em frente a uma obra digitar o código e ouvir os comentários sobre a mesma, ou ainda, uma visita guiada. São três opções de visitas audioguiadas. Como o museu é imenso, optamos pela opção mais rápida, de 45 minutos, que abrange as principais obras do museu.
Valeu a pena, funciona como um GPS, indicando onde entrar, o caminho a seguir, cheio de explicações. E vc pode parar o tempo todo e aproveitar para explorar as salas que o guia não traz. Assim, nossa visitação durou bem mais do que os 45 min sugeridos e conseguimos conhecer várias alas do museu.
Inúmeras excursões, guias seguidos por suas imensas trupes, transformando o lugar num verdadeira torre (no caso castelo) de babel. Em alguns momentos eu me senti em Caminhos da Índia, devido a multidão de indianos e seus belos saris.
Mas, nada que tornasse o passeio impraticável. Algumas alas estavam até bem vazias, como a de Arte do Islã, que por sinal é muito bonita.
Sim, visitamos as principais obras: Aphrodite, Vênus de Milo, que fica no belíssimo departamento grego, etruscos e romanos, o departamento de escultura italiana, acho que uma das obras mais famosas que é a La Joconda – ou seja, Monalisa, a ala egípcia, as salas rouges e suas espetaculares pinturas, a alas das jóias e relíquias da nobreza, a ala medieval, onde fica as ruínas do castelo, com parte das suas torres (quando foi construído no final do século 12 era um forte, que foi convertido em palácio no século 16 e virou museu em 1793), onde você descobre o que era o palácio que hoje abriga o museu, e assim por diante.
Seguindo o velho conselho de minha mãe, aproveitamos bem o café da manhã do hotel, que nos deu condições de gastarmos a manhã inteira e o começo da tarde conhecendo o museu. Aproveitamos o passeios. Claro que em certos momentos você precisa descansas, mas como há lugares onde você pode se sentar, aproveitamos para apreciar as belíssimas pinturas próximas a sala da La Joconda.
Saímos do museu e fomos aproveitar a privilegiada visão da pirâmide e Jardin Tuilleries. Lá no Jardin existe um Paul, o que ajuda a recarregar as baterias para continuar o dia.
O que tenho a dizer do passeio? Imperdível! Não há como descrever a emoção que se sente ao passear pelo museu. Mesmo que você vá sem ingressos e chegue lá e a fila pareça grande, minha dica é, entre pelo Caroussel, lá é mais tranquilo e há varias máquinas para compra do ingresso. Vale a pena insistir.
Depois fomos conhecer o Palais Royal e sua galeria. Cheia de lojas. Apesar de estar em restauração, é um lugar muito bonito e tranqüilo. Além disso, abriga dois brechós muito renomados. O primeiro Didier Ludot nós visitamos rapidamente, mas eu já tinha lido na Julia Petit, que é o mais renomado vintage shop da cidade e classificado até como museu. Realmente, da vitrine você já vê as peças, classificadas por ano de criação. Se você estuda ou gosta muito de moda, é um programa interessantíssimo, em que você encontrará raridades. O outro é o Gabrielle Geppert, que tem uma loja de marca própria bem próximo. Lá é bem interessante, você encontra bolsas Hermes, Chanel, Dior, Louis Vuitton em excelente estado. Óculos Chloe, vestidos Pucci.
É uma loja pequenina, muito bem organizada. Tem de tudo. Quem nos atendeu foi uma senhora loira (só tinha ela lá...rs), que nos deixou a vontade para conhecer o lugar e explicou, em italiano que ali se encontravam peças célebres daquelas marcas.Algo interessante aconteceu enquanto estávamos lá, entrou um senhor buscando alguns produtos específicos (que não tinha lá), pesquisou alguns preços, e elogiou o acervo. Pelo que entendi da conversa que eles tiveram, ele é uma espécie de “caçador” de peças específicas para seus clientes.
Bom, eu não comprei nada lá, até porque os preços acompanham a preciosidade das peças. Mas foi bem interessante, ver que há peças que se compra e não perde o preço. Umas brasileiras que estavam no mesmo hotel que nós e estiveram lá no dia seguinte, reclamaram que a mesma atendente foi grosseira e não fez questão de atende-las, nem ao menos se comunicar em outra língua que não o francês (que elas não entendiam). Pois bem, nós fomos bem tratados e não temos do que reclamar.
Eu tinha lido também na Julia Petit que lá também tinha uma loja Marc by Marc Jacobs... mas, na verdade lá tem uma Marc Jacobs, bem tranqüila, produtos ótimos, e como nos explicou uma vendedora (e depois eu li nas minhas anotações da Conexão Paris), na verdade a Marc by Marc fica Place du Marche Saint Honoré (não na rua Saint Honoré). Mas tudo bem... achamos mesmo assim.
Fomos ao Opera Paris, e o passeio na Avenue de l’Opera vale a pena, apesar do movimento frenético você encontra boas pedidas ali perto. Antes de chegar na Boulevard des Capuchines, a esquerda (de quem vai sentido a Opera), em uma ruazinha que tem duas lojas com mega descontos, a primeira masculina e o próprio vendedor lhe explica que na próxima quadra tem a loja feminina deles. Grandes marcas, preços arrasadores.
Bom, dali é um pulo da Place Vendôme. Como bem diz o Conexão Paris é uma das mais bonitas da cidade, mesmo não tendo árvores. Ela é a síntese do luxo da cidade, onde fica o famoso Hotel Ritz e como diz o site, o seu balé constante de motoristas e seus carros luxuosos. Nós vimos carros impressionantes, joalherias absurdas como a Boucheron (que se instalou lá em 1893), da Dior, Chanel entre tantas outras. O lugar é realmente espetacular, e como mais uma vez ensia o Conexão, a praça possui três moradores: um árabe milionário, uma idosa de uma tradicional família francesa e Henri Salvador. O resto: joalherias, ateliers e um ministério do governo francês. Você fica ali, olhando aquele espetáculo luxuoso e imaginando o que deve ser morar ali... onde é que mora...
De lá, voltamos até a Boulevard de la Madeleine conhecer fazer mais um programa indicado pelo Conexão, degustação de vinhos na loja Lavínia. Não tinha como errar, o site sempre dá o endereço correto e fomos lá atrás da degustação de vinhos. É uma loja de vinhos, já na entrada nos foi oferecido uma taça de champanhe Laurent-Perrier Cuvée Rose Brut – na promoção 56,86 euros. Quer uma recepção mais calorosa?!
Como eu tinha lido no site, lá você compra um cartão de 10, 15 ou 20 euros e se dirige a duas torres de degustação automática. É assim, na torre de vinhos tintos, você passa o cartão, coloca sua taça embaixo da garrafa e a dose cai. Tudo automatizado. Provamos um Chateau La Grande, da região de Bordeaux, que a garrafa custa 50 Euros, um Chateau Ferriere da região de Margaux, de garrafa a 42 euros, e um grã cru branco, Cave dês Tilleuls, garrafa a 38 euros. A torre de vinho branco é climatizada.
Quando você adquire o cartão, no nosso caso, o de 10 euros, você paga 13 euros, e os 3 euros é devolvido quando você sai da loja. Isso acontece porque o cartão possui um chip (como um cartão de banco) e o preço é para caso você se esqueça de devolver o cartão.
O passeio vale muito a pena!
De lá, Place de la Madeleine - no meio há a igreja de La Madeleine, inúmeras lojas e restaurantes, a sua volta. Na rue Royale encontramos a Ladurée, famosa pelos seus macarrons. Não nos animamos com a fila imensa, que chegava até a rua. Mas, já digo, não tem como sair de Paris sem provas tais macarrons, sem dúvida, os melhores que já provamos. E olha que somos apreciadores do doce e provamos de diversos lugares.
É importante dizer que, se no dia que vc chega a Paris, existe uma mistura de euforia e medo, por estar num lugar novo, de lingua diferente, com tantos lugares a se conhecer em tão pouco tempo, com o passar dos dias, você se sente mais habituada a cidade, aos lugares, e parece que aquele lugar faz parte de você, daquilo que você aprecia na vida, e passa a se sentir cada vez mais conectada a Paris, a comunicação se torna mais facil e com um mapa, sorriso e "bonjour" e "merci" você encontra os lugares.
Agora, há aqueles que optam por conhcer através dos famosos "rouges", ônibus de turismos, que você cruza a todo momento. Cada vez que sente seus pés cansados, a idéia de entrar em um deles parece interessante, mas nada que uma pausa em um café, sentados olhando o movimento da cidade não resolva. Até jogo do Federer (fomos justamente na época do torneio de Roland Garros), em um pub na região de Madeleine nós assistimos. Detalhe, lá tinha um poster do Ronaldinho Gaucho da época que jogava no Paris Saint-Germain, e o bartender adorava falar em espanhol.
Detalhe importante, use sapatos confortáveis. MP optava por tênis de sola baixa, estilo converse, e eu adotei as sapatilhas parisienses.
Clima do dia: apesar do céu azul e sol brilhando, havia um vendo gelado.
Lembre-se: você vai andar bastante porque os dias são longos, amanhece bem cedo e a noite chega muito tarde, depois das 20hs.

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