domingo, 19 de julho de 2009

Desvendando um pouquinho de Paris












Como amigos já tinham me indicado e também o Conexão Paris e o Viaje na Viagem, optei por comprar antecipadamente, pela internet os ingressos para o Musee du Louvre. Compramos pelo TicketNet francês, o “Collections Permanentes”, válido para durante o dia das 9hs a 17:30hs, por 10,10 euros cada.
Na hora da compra você recebe a confirmação, imprime o voucher e ai é só retirar o ingresso na megastore da Virgin que fica dentro do Museu.
Chegamos cedo, descemos na estação Palais Royal/Musée du Louvre, na Rua Rivoli, que é cheia de lojinhas de souvenirs e entramos no museu pelo Caroussel du Louvre, não tem como errar. Mais uma dica como patrocínio Conexão Paris.
Não tivemos nenhuma dificuldade, e apesar de cheio, o museu não tinha aquelas filas intermináveis. Até no controle anti terrorismo, que é apenas uma máquina detectora de metais de bolsas (como de muitos aeroportos brasileiros), não enfrentamos fila.
Como não compramos uma visita guiada, alugamos um audioguia.
Detalhe, para a locação você deve deixar um documento, no caso passaporte. Para cada guia, um documento – vimos uma família alemã pegando um guia a menos porque a filha não estava com o seu passaporte.
O audioguia é bem legal, e apesar de não dispor de guia em portugues (pegamos em espanhol) traz várias opções de utilização. A mais simples é em frente a uma obra digitar o código e ouvir os comentários sobre a mesma, ou ainda, uma visita guiada. São três opções de visitas audioguiadas. Como o museu é imenso, optamos pela opção mais rápida, de 45 minutos, que abrange as principais obras do museu.
Valeu a pena, funciona como um GPS, indicando onde entrar, o caminho a seguir, cheio de explicações. E vc pode parar o tempo todo e aproveitar para explorar as salas que o guia não traz. Assim, nossa visitação durou bem mais do que os 45 min sugeridos e conseguimos conhecer várias alas do museu.
Inúmeras excursões, guias seguidos por suas imensas trupes, transformando o lugar num verdadeira torre (no caso castelo) de babel. Em alguns momentos eu me senti em Caminhos da Índia, devido a multidão de indianos e seus belos saris.
Mas, nada que tornasse o passeio impraticável. Algumas alas estavam até bem vazias, como a de Arte do Islã, que por sinal é muito bonita.
Sim, visitamos as principais obras: Aphrodite, Vênus de Milo, que fica no belíssimo departamento grego, etruscos e romanos, o departamento de escultura italiana, acho que uma das obras mais famosas que é a La Joconda – ou seja, Monalisa, a ala egípcia, as salas rouges e suas espetaculares pinturas, a alas das jóias e relíquias da nobreza, a ala medieval, onde fica as ruínas do castelo, com parte das suas torres (quando foi construído no final do século 12 era um forte, que foi convertido em palácio no século 16 e virou museu em 1793), onde você descobre o que era o palácio que hoje abriga o museu, e assim por diante.
Seguindo o velho conselho de minha mãe, aproveitamos bem o café da manhã do hotel, que nos deu condições de gastarmos a manhã inteira e o começo da tarde conhecendo o museu. Aproveitamos o passeios. Claro que em certos momentos você precisa descansas, mas como há lugares onde você pode se sentar, aproveitamos para apreciar as belíssimas pinturas próximas a sala da La Joconda.
Saímos do museu e fomos aproveitar a privilegiada visão da pirâmide e Jardin Tuilleries. Lá no Jardin existe um Paul, o que ajuda a recarregar as baterias para continuar o dia.
O que tenho a dizer do passeio? Imperdível! Não há como descrever a emoção que se sente ao passear pelo museu. Mesmo que você vá sem ingressos e chegue lá e a fila pareça grande, minha dica é, entre pelo Caroussel, lá é mais tranquilo e há varias máquinas para compra do ingresso. Vale a pena insistir.
Depois fomos conhecer o Palais Royal e sua galeria. Cheia de lojas. Apesar de estar em restauração, é um lugar muito bonito e tranqüilo. Além disso, abriga dois brechós muito renomados. O primeiro Didier Ludot nós visitamos rapidamente, mas eu já tinha lido na Julia Petit, que é o mais renomado vintage shop da cidade e classificado até como museu. Realmente, da vitrine você já vê as peças, classificadas por ano de criação. Se você estuda ou gosta muito de moda, é um programa interessantíssimo, em que você encontrará raridades. O outro é o Gabrielle Geppert, que tem uma loja de marca própria bem próximo. Lá é bem interessante, você encontra bolsas Hermes, Chanel, Dior, Louis Vuitton em excelente estado. Óculos Chloe, vestidos Pucci.
É uma loja pequenina, muito bem organizada. Tem de tudo. Quem nos atendeu foi uma senhora loira (só tinha ela lá...rs), que nos deixou a vontade para conhecer o lugar e explicou, em italiano que ali se encontravam peças célebres daquelas marcas.Algo interessante aconteceu enquanto estávamos lá, entrou um senhor buscando alguns produtos específicos (que não tinha lá), pesquisou alguns preços, e elogiou o acervo. Pelo que entendi da conversa que eles tiveram, ele é uma espécie de “caçador” de peças específicas para seus clientes.
Bom, eu não comprei nada lá, até porque os preços acompanham a preciosidade das peças. Mas foi bem interessante, ver que há peças que se compra e não perde o preço. Umas brasileiras que estavam no mesmo hotel que nós e estiveram lá no dia seguinte, reclamaram que a mesma atendente foi grosseira e não fez questão de atende-las, nem ao menos se comunicar em outra língua que não o francês (que elas não entendiam). Pois bem, nós fomos bem tratados e não temos do que reclamar.
Eu tinha lido também na Julia Petit que lá também tinha uma loja Marc by Marc Jacobs... mas, na verdade lá tem uma Marc Jacobs, bem tranqüila, produtos ótimos, e como nos explicou uma vendedora (e depois eu li nas minhas anotações da Conexão Paris), na verdade a Marc by Marc fica Place du Marche Saint Honoré (não na rua Saint Honoré). Mas tudo bem... achamos mesmo assim.
Fomos ao Opera Paris, e o passeio na Avenue de l’Opera vale a pena, apesar do movimento frenético você encontra boas pedidas ali perto. Antes de chegar na Boulevard des Capuchines, a esquerda (de quem vai sentido a Opera), em uma ruazinha que tem duas lojas com mega descontos, a primeira masculina e o próprio vendedor lhe explica que na próxima quadra tem a loja feminina deles. Grandes marcas, preços arrasadores.
Bom, dali é um pulo da Place Vendôme. Como bem diz o Conexão Paris é uma das mais bonitas da cidade, mesmo não tendo árvores. Ela é a síntese do luxo da cidade, onde fica o famoso Hotel Ritz e como diz o site, o seu balé constante de motoristas e seus carros luxuosos. Nós vimos carros impressionantes, joalherias absurdas como a Boucheron (que se instalou lá em 1893), da Dior, Chanel entre tantas outras. O lugar é realmente espetacular, e como mais uma vez ensia o Conexão, a praça possui três moradores: um árabe milionário, uma idosa de uma tradicional família francesa e Henri Salvador. O resto: joalherias, ateliers e um ministério do governo francês. Você fica ali, olhando aquele espetáculo luxuoso e imaginando o que deve ser morar ali... onde é que mora...
De lá, voltamos até a Boulevard de la Madeleine conhecer fazer mais um programa indicado pelo Conexão, degustação de vinhos na loja Lavínia. Não tinha como errar, o site sempre dá o endereço correto e fomos lá atrás da degustação de vinhos. É uma loja de vinhos, já na entrada nos foi oferecido uma taça de champanhe Laurent-Perrier Cuvée Rose Brut – na promoção 56,86 euros. Quer uma recepção mais calorosa?!
Como eu tinha lido no site, lá você compra um cartão de 10, 15 ou 20 euros e se dirige a duas torres de degustação automática. É assim, na torre de vinhos tintos, você passa o cartão, coloca sua taça embaixo da garrafa e a dose cai. Tudo automatizado. Provamos um Chateau La Grande, da região de Bordeaux, que a garrafa custa 50 Euros, um Chateau Ferriere da região de Margaux, de garrafa a 42 euros, e um grã cru branco, Cave dês Tilleuls, garrafa a 38 euros. A torre de vinho branco é climatizada.
Quando você adquire o cartão, no nosso caso, o de 10 euros, você paga 13 euros, e os 3 euros é devolvido quando você sai da loja. Isso acontece porque o cartão possui um chip (como um cartão de banco) e o preço é para caso você se esqueça de devolver o cartão.
O passeio vale muito a pena!
De lá, Place de la Madeleine - no meio há a igreja de La Madeleine, inúmeras lojas e restaurantes, a sua volta. Na rue Royale encontramos a Ladurée, famosa pelos seus macarrons. Não nos animamos com a fila imensa, que chegava até a rua. Mas, já digo, não tem como sair de Paris sem provas tais macarrons, sem dúvida, os melhores que já provamos. E olha que somos apreciadores do doce e provamos de diversos lugares.
É importante dizer que, se no dia que vc chega a Paris, existe uma mistura de euforia e medo, por estar num lugar novo, de lingua diferente, com tantos lugares a se conhecer em tão pouco tempo, com o passar dos dias, você se sente mais habituada a cidade, aos lugares, e parece que aquele lugar faz parte de você, daquilo que você aprecia na vida, e passa a se sentir cada vez mais conectada a Paris, a comunicação se torna mais facil e com um mapa, sorriso e "bonjour" e "merci" você encontra os lugares.
Agora, há aqueles que optam por conhcer através dos famosos "rouges", ônibus de turismos, que você cruza a todo momento. Cada vez que sente seus pés cansados, a idéia de entrar em um deles parece interessante, mas nada que uma pausa em um café, sentados olhando o movimento da cidade não resolva. Até jogo do Federer (fomos justamente na época do torneio de Roland Garros), em um pub na região de Madeleine nós assistimos. Detalhe, lá tinha um poster do Ronaldinho Gaucho da época que jogava no Paris Saint-Germain, e o bartender adorava falar em espanhol.
Detalhe importante, use sapatos confortáveis. MP optava por tênis de sola baixa, estilo converse, e eu adotei as sapatilhas parisienses.
Clima do dia: apesar do céu azul e sol brilhando, havia um vendo gelado.
Lembre-se: você vai andar bastante porque os dias são longos, amanhece bem cedo e a noite chega muito tarde, depois das 20hs.

sábado, 18 de julho de 2009

Dicas de Compras





Quando voltamos de Reims, optamos por deixar nossas compras no hotel e dar uma volta na Galeria Lafayette. O lugar é uma verdadeira loucura, além do lugar sem impressionante, você também se surpreenderá com a multidão enloquecida com compras...rs...
Se estiver a fim de conhecer tudo, prepare-se para andar, porque o lugar é muito grande. Além de compras você tem também champanheria, o Lina's (com excelentes sanduiches, como conta o Conexão Paris).
Agora, o seu interesse são compras? Prepare-se para a profusão de ofertas.
Nós como já tinhamos ido ao outlet e moramos no Brasil, consequentemente, não "faturamos" em euros, nos controlamos. Agora, o tanto que as russas, japonesas e árabes compram... é um verdadeiro abuso!! Vi mulçumanas com seus lenços caros descendo bolsas e mais bolsas em lojas como Miu Miu e Louis Vuitton.
Opções em conta? Longchamp. Tanto é, que reparei nas ruas parisienses um grande número de bolsas da marca. Talvez pelo pelo preço, talvez pelo principal modelo, de lona, simples, de variados tamanho, mas que parecem excelentes para se carregar de tudo um pouco.
Uma boa recordação de Paris, era um modelo de lona grande, creme e aças de couro caramelo estampada com o desenho da Torre Eiffel, por 68 euros. Quando eu pensei em levar, a ultima a disposição já estava nas mãos de outra pessoa.
Outra lembrança legal? Uma camiseta da Benetton escrito: United of Colors of Paris, por 15 euros.
Para quem está indo agora a cidade, vale lembrar, que como informa mais uma vez o Conexão Paris, a liquidação de verão em Paris começou em 24 de junho e vai até 28 de julho. Sim, lá há data certa em que todas as lojas entram liquidação.
De qualquer forma, vale o passeio e é muito fácil de chegar a Galeria Lafayette - linha 9 do metrô e descer na estação La Fayette. O horário de fechamento das lojas? 21hs.
Devido ao horário, preferimos não arriscar, voltamos ao Quatier Latin para jantar.
Como disse antes, o bairro oferece várias opções de restaurantes. Devido a grande variedade, os preços costumam ser interessantes. Há muita oferta do chamado "menu turístico", composto de entrada, prato principal e sobremesa. Alguns incluem também uma taça de vinho.
E inúmeros lugares oferecem fondues e racletes.
Jantamos ao lado do hotel, um restaurante sempre cheio de turistas e parisienses, que funciona até um pouco mais tarde.
A opção? Raclete! Afinal estávamos em Paris, e o friozinho da noite era propício para queijos e vinho.

Maison Clicquot
















O trajeto de taxi do centro de Reims até a Maison Clicquot foi rápido e custou 10 euros.
Como chegamos antes do passeio, a atendente nos sugeriu que visitássemos a boutique enquanto aguardávamos.
O lugar é uma delicia.
No horário previsto nos reunimos com os demais na sala onde começa a visitação.
Nós éramos os mais jovens do grupo.
Lembrando que, a visita era em francês, e para nos ajudar recebemos o livreto em espanho e inglês.
Naquele momento, não sei se por osmose... mas eu prestei tanta atenção em tudo o que a guia dizia e sim, conseguimos entender perfeitamente todo o passeio.
Primeiro ela explica um pouco da história do lugar, da Madame Clicquot, seu sogro, seu marido... da fase atual da Maison... e assim por diante... depois, o passeio passa para o pátio, onde há algumas parreiras e ela explica o tipo de uva que é usada na fabricação da champanhe, explicando a complexidade na mistura das uvas. Eu estava tão atenta... e a guia, que sabia que não falávamos franceses o tempo todo se preocupava conosco e em saber se tínhamos entendido. Oui, oui, oui!
Ai, descemos as escadarias que dão na cave.
Aquilo é uma imensidão... a toda hora passam tratorzinhos levando caixas e mais caixas de champanhe.
É preciso levar um casaco, porque lá embaixo é frio.
E dá-lhe história da champanhe, de dá-lhe o processo como elas são fabricadas, modo de fermentação, a forma que as garrafas eram giradas, transportadas... é apresentada a La Grande Damme – a mais sofisticada da Maison, que leva 08 anos de maturação.
Lá embaixo há uma escultura feita na cave, em homenagem a Bacco e assim vai,...ao final você sobe uma escadaria onde cada degrau traz gravado uma safra. Um passeio delicioso, que termina novamente na boutique onde é servida uma taça de champanhe a cada visitante.
Depois disso, você pode fazer suas compras ou ainda degustar uma taça de champanhe vintage (13 euros) ou Grand Damme (15 euros).
Optamos por uma taça da Grand Damme e não nos arrependemos. Primeiro que é uma taça maior que o normal, segundo que você recebe uma explicação sobre a mesma (dessa vez em inglês) e o ritual para degustá-la. Vale a pena!
As atendentes são simpaticíssimas, falam inglês e espanhol, e ao final, solicitaram um táxi que nos deixasse no endereço que indicamos.
Como ainda tínhamos tempo, resolvemos ficar próximo da catedral para podermos comprar champanhes de outras marcas.
Visitamos mais lojas, voltamos na do dono que fala português, e fizemos excelentes compras. A diferença de preço é grande, mesmo em relação a Paris.
É um passeio que vale muito a pena, a cidade é um charme, há muita coisa para ver, e ficamos com um gostinho de “quero mais”. As passagens da TGV, para nós dois, no rapidé custou 29,30 cada - no total 117,20 euros – 02 adultos - ida e volta.
Na nossa próxima ida a França, com certeza vamos optar por passar uns 3 dias na cidade, pois há muito ainda a conhecer.
Voltamos a pé até a estação.
O clima do dia: Amanheceu friozinho e Reims faz mais frio que em Paris, como sabíamos que precisávamos estar agasalhados para conhecer as caves estávamos preparados. Mas o sol brilhou forte o dia todo.
Dica do dia: Se quiser conhecer uma cave famosa, mande antes um e-mail e agende. Ou então, vá direto ao Centro de Atendimento ao Turista e marque na hora uma visitação. Lá vimos a agenda de visitação do dia, que podiam ser reservadas na hora, tinha na Mumm, Pommery e Taittinger. O preço 11 euros. Aproveite também para pegar um guia da cidade, é de graça.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Reims - Champanhe - Um lugar especial
















Chegando em Reims, pensamos em pegar um táxi até a Notre Dame, mais uma vez, através do Conexão Paris, eu saiba que era uma igreja histórica e que atrás dela ficava o centro de atendimento ao turista.
Pois bem, antes de pegar o táxi vimos várias pessoas andando em direção, ao que imaginamos ser o centro da cidade... vimos duas senhoras falando em português e indo para a mesma direção... fomos atrás delas, e as abordei. Simpaticíssimas, duas brasileiras do Espírito Santo que pegaram o trem apenas para ir conhecer a famosa igreja, e pelo que se informaram era ali perto. E lá fomos nós.
Elas, que viajam bastante a Europa estava terminando a viagem delas, passaram pela Croácia, Itália e agora estavam na França.
Realmente, a igreja fica próxima a estação de trem, é uma caminhada agradável, na qual você conhece uma parte da cidade, cheia de lojas (até Galleries Lafayette), cafés e restaurantes. Na praça em frente a igreja, várias lojas que vendem as champanhes da região. Advinha? Entramos em uma cujo dono falava português. O máximo e os preços ótimos.
Visitamos a Notre-Dame, que é simplesmente magnífica. Você saber que Joana D’arc esteve naquele local, que 25 reis ali foram coroados... os vitrais, as imagens...eu não sou católica, mas mesmo assim, eu me emocionei muito naquele lugar e acendi uma vela diante da imagem de Jesus Cristo, agradecendo por estar em um lugar tão especial.
Ao contrário da Notre-Dame de Paris, não há aquela multidão de turistas, e mesmo muito visitada, ali reina o silêncio e todo mundo é extremamente respeitoso com um lugar.
Quando estávamos saindo ia começar uma missa e o órgão estava sendo usado, a música invadiu o lugar e foi lindo.
A cidade é apaixonante!!
Mas, precisávamos resolver nosso passeio a Veuve Clicquot!!
Não foi difícil achar o Centro de Apoio ao Turista, logo atrás da Igreja.
Lá dentro uma atendente, que quando chegamos estava falando em língua oriental que eu não soube identificar com uma turista (que me parecia coreana), atendeu em italiano o casal na nossa frente e a nós em inglês.
Ali, você descobre os horários de visitação as caves, onde fica determinado restaurante, tem indicações de hotéis e passeios.
Bem, eu expliquei que tinha uma visita agendada na Veuve Clicquot, mas perdi devido ao horário do trem e perguntei se seria possível agendar uma visita para o período da tarde (a Veuve Clicquot só aceita visitas agendadas). Ela me explicou que era horário de almoço, que eles estariam fechados, mas que eu voltasse as 13hs, que ela ligaria e tentaria resolver, ou então, poderíamos visitar outra cave.
Demos uma volta e no horário marcado nós voltamos.
Ela ligou na cave, como não havia visitação em inglês no período da tarde, perguntaram se queríamos fazer a visita em francês. É claro que aceitamos. Então, a atendente do Centro de Turismo sugeriu a atendente que nos desse um livreto em inglês e espanhol para poder facilitar nosso passeio. Além disso, chamou um táxi, marcou o horário e explicou onde iríamos.
O atendimento foi um luxo!
Como tínhamos um tempinho, corremos no Paul (que é uma boulangerie que vc encontra em todo lugar em Paris e que é maravilhosa) e voltamos no horário marcado para o taxi.
Ao chegarmos em frente do Centro de Turismo, uma Mercedez S500 já estava nos esperando. Como eu ainda estava comendo, e ele adiantado, perguntei se ele se importava de eu terminar de comer. Para minha surpresa, o taxista disse que eu podia ir comendo no carro!
Mais uma vez, os franceses que encontramos foram atenciosos conosco.
Nas fotos: o centro da cidade, a Notre Dame, eu em frente ao Centro de Apoio ao Turista, bem atras da igreja.

Fora de Paris - Rumo a Região de Champanhe




Eu e MP somos apaixonados por vinhos e como a nossa temporada na França era curta, não dava para conhecer a região de Bordeaux, assim, seguindo as dicas do Conexão Paris, e de leitores do Viaje na Viagem, resolvemos conhecer a região de Champanhe, especificamente a cidade de Reims.
Através do site, consegui encontrar o site da cidade que traz todas as caves da região, com as informações devidas e sites.
E consegui mandar um e-mail para a Veuve Clicquot solicitando uma visita. A resposta veio rápida e já marcaram a data da minha visita, questionando se eu preferia o atedimento em inglês ou francês. Como eu já tinha um outro passeio agendado para o mesmo dia, solicitei uma visita, em inglês, para o dia 04, no que fui prontamente atendida. No e-mail eles passam o valor da visita (13 euros), o que inclui, as degustações que você pode fazer e tudo mais.
Assim, no dia 04, acordamos cedo e fomos de metrô até a estação Gare de l’Est.
Mais um momento turista acidental: No Conexão Paris, a Lina (autora do site) contava que tinha ido de trem TGV, rapidé, por volta das 10:30... eu na minha santa ignorância, nem pensei em me informar se havia trem de hora em hora... Chegamos a estação meio perdidos... e ficamos rodando para achar o guichê de compra das passagens. Há vários terminais de auto-atendimento para compra via cartão de crédito e queríamos maiores informações, do tipo: “Não tem um trem antes das 10:30?!?”
Descobrimos a loja de venda das passagens, verificamos o horário... só que a nossa visita estava marcada para as 10hs da manhã, ou seja, perderíamos a visita. Ai, bateu a dúvida se deveríamos ir assim mesmo, se tentávamos trocar o dia da visita...etc... Tentamos encontrar uma lan-house...rs... Imagina a cara dos franceses quando eu explicava que queria um lugar onde eu pudesse ter acesso a um computador e acesso a Internet... Eu só ouvia: “Mas aqui tem conexão wi-fi... a Internet é de graça” Parecíamos uns doidos querendo pagar por Internet... E o smartfone da Samsung não é exatamente perfeito para o acesso a Internet. Neste ponto, a melhor opção é o N95, que ficou no Brasil.
Nem na estação nem nas proximidades encontramos uma lan-house.
Decidimos ir assim mesmo, compramos as passagens e esperamos o nosso trem. Como eu tinha lido na Conexão Paris, eu me informei na loja e realmente, eu tinha de validar meu ticket em uma das maquininhas amarelas espalhadas por toda a estação.
Aproveitamos o tempo de sobra para conhecer a loja da Virgin que tem lá, tomar um café, pesquisar sobre aluguel de carro, tomar um café. É uma estação de trem/metro, mas cheia de lojas, cafés, banheiros limpos.
Não tivemos dificuldade para encontrar nosso vagão. Na passagem além do seu lugar, vem marcado o vagão que voce deve entrar (bem diferente do trem italiano).
Viagem tranqüila, rápida, 45 minutos e sem paradas.
O preço de cada passagem 29,30 euros.
As fotos: um restaurante que o MP gostou do nome..rs... e nós rumo a Reims, no trem.

Dia de Compras




Só para avisar, nosso roteiro foi um pouco diferente dos roteiros tradicionais, portanto, não seguimos o padrão.
Primeira coisa, assim que chegamos no hotel, recebemos Plan-Guide Map&Guide de Paris (patrocinado pela Galeries Lafayette) e comprovamos que realmente é muito fácil se locomover de metrô.
Pois bem, na quarta acordamos cedo e fomos as compras!
De metro até o outlet La Vallèe Village.
Fizemos baldeação na Place d’Italie e de lá seguimos sentido estação Nation. Lá nos pegamos o trem RER, sentido Marne-la-Vallée.
Momento turista acidental: Não tivemos nenhuma dificuldade para encontrar o trem, entramos e fomos felizes da vida, sabendo que deveríamos descer uma estação antes da Eurodisney (ultima parada), chamada Val d’Europe.
Quase chegando ao nosso destino fomos abordados pelos seguranças (que verificam a passagem de todos) que nos pediram os tickets... que nós não tínhamos...rs... Os únicos que possuíamos eram os do metrô, mas como ele nos explicou não eram aqueles. Fomos muito bem tratados, ele nos apresentou o ticket correto, cobrou 25 euros por cada e explicou que ele servia para voltarmos a Paris.
Mesmo você se informando, comete gafes. Não tivemos nenhuma dificuldade de sair do metro e entrar no trem, e por "bobeira" passamos por essa situação. Porém, não foi nada constrangedor nem nos sentimos lesados pelo preço. São acidentes de percurso e mais uma história para contar.
Friso, desde o início fomos muito bem tratados pelos franceses e mesmo falando “mal e porcamente” a língua deles, buscaram se comunicar conosco seja em francês, inglês ou espanhol.
Pois bem, conforme explica o Conexão Paris, você desce na estação do trem, virar a direita e logo já se vê o shopping. E você deve atravessar todo o shopping, a praça de alimentação para então chegar no outlet. Caso contrario o seu passeio valerá a ida a um shopping grande e normal.
Agora, o outlet é uma verdadeira loucura!
Lojas e mais lojas das marcas famosas com preço muito mais em conta.
Importante, não são produtos com defeitos, muita coisa nova, e algumas lojas como a Burberry apresenta na etiqueta o ano da coleção a que o produto pertence. A maioria 2008 e 2009. Exemplo de preços desta loja: Camiseta pólo masculina a 50 euros.
Na Samsonite você consegue comprar malas das coleções BlackLabel por preço bem mais em conta, ou mesmo os produtos tradicionais pela metade do preço que no Brasil. A grande barbada são as malas grandes, com giro 360, de fibra, que vão de 100 a 150 euros.
Nós aproveitamos para comprar cadeados TSA. Que será objeto de uma dica em outro post.
Na loja do outlet, cada cadeado saiu por 11 euros, menos da metade do preço que no Brasil.
Bom, além de calça jeans, casacos, camisetas, etc... aproveitamos para comprar uma malinha na LongChamp, de rodinhas, que voce pode levar como bagagem de mão e com um preço excelente.
Outro exemplo: calça jeans Diesel entre 70 a 120 euros. O mesmo modelo de 120 euros é vendido na Galerie Lafayette ou em outras galerias de 230 a 250 euros.
Uma coisa boa é que em todas as lojas que entramos havia um atendente que falava português. Na Diesel um francês filho de portugueses, na D&G uma portuguesa que fica no caixa, um português na LongChamp, na Calvin Klein, um angolano que nos explicou que devido ao grande número de brasileiros que freqüentam o outlet, as lojas estão buscando melhor atende-los. Segundo o Cristiano, não passa um dia sem que brasileiros entrem na loja.
Esses são alguns exemplos, mas entramos em praticamente todas as lojas e não tivemos problemas em nos comunicar em português.
Todos os atendentes foram simpaticíssimos.
Bateu uma fome? Corra na praça de alimentação e use o famoso “le emporter”.
A volta também foi simples e de cara, no trem, encontramos um brasileiro que mora em Paris e trabalha na região.